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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Após acordo, só PM poderá atuar no Parque do Cocó e com mandado

Grupo acampa no Parque do Cocó há 36 dias contra obra de viadutos.
Há uma semana Guarda Municipal expulsou manifestantes do parque.



Uma reunião entre o Ministério Público Federal no Ceará e órgãos de segurança do estado e do município de Fortaleza recomendou que apenas a Polícia Militar atue no Parque do Cocó  na tentativa de retirar manifestantes acampados no Parque do Cocó. Um grupo de cerca de 40 pessoas acampa no local em protesto contra a obra de viadutos no parque.
Caso seja necessário, apenas a Polícia Militar fará alguma ação no interior do Parque do Cocócaso obtenha mandado judicial. Ela também deve agir acompanhada de promotores do Ministério Público.
O secretário de Direitos Humanos de Fortaleza, Karlo Kardozo, visitou o acampamento do Cocó na noite desta sexta-feira para solicitar a saída dos manifestantes sem a necessidade de uma intervenção policial. Os ativistas, no entanto, decidiram permanecer no local.
A reunião foi marcada por momentos tensos. O procurador Oscar Costa Filho gritou contra as demais pessoas da mesa quando afirmou que não iria assinar qualquer termo que previsse ação policial no Parque do Cocó. "Eu conheço vocês e tenho certeza que não querem jogar policiais em cima da população", gritou Oscar.
Há uma semana, a Guarda Municipal expulsou os campistas do local. Cerca de 300 guardas do Grupamento de Operações Especiais da Guarda Municipal de Fortaleza expulsaram, na madrugada de quinta-feira, os manifestantes que estavam acampados no Parque do Cocó desde 12 de julho contra a derrubada de árvores para construção de dois viadutos na área.


Há uma semana, ação da Guarda Municipal retirou manifestantes do Parque do Cocó (Foto: André Teixeira/G1)

A obra
A Prefeitura de Fortaleza pretende construir dois viadutos na confluência das Avenidas Antônio Sales e Washington Soares, para descongestionar o trânsito na área. O primeiro deles vai permitir que os motoristas que seguem pela Avenida Antônio Sales acessem a Avenida Engenheiro Santana Jr. em direção ao Papicu.

O segundo, servirá aos motoristas que seguem pela Avenida Engenheiro Santana Jr. em direção à Avenida Washington Soares. No trecho, serão realizados os serviços de escavação, fundações, superestrutura, drenagem, terraplanagem, nova pavimentação, sinalização e padronização das calçadas. O valor da obra é de R$ 17.348.534,00 e deve ser concluída em 420 dias.

 http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/08/apos-acordo-so-pm-podera-atuar-no-parque-do-coco-e-com-mandado.html

Arquidiocese de Fortaleza conversa com manifestantes que ocupam Parque do Cocó


 DIÁRIO DO NORDESTE

Redação Web | 10h29 | 20.08.2013

Bispo auxiliar e 2 padres fazem visita a acampamento

A Arquidiocese de Fortaleza enviou 3 religiosos nesta terça-feira (20) para conversar com o grupo de manifestantes acampado no Parque do Cocó. O bispo auxiliar, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos, e os padres Pietro Luís Sartorel, diretor do Centro de Estudos Bíblicos, e Emílio José Castelo Ferreira, diretor do Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese, conversaram por mais de uma hora com os acampados, dentro do Parque.

Padre Luís, Dom Vasconcelos e padre Emílio conversaram com grupo de acampados. FOTO: LEVI DE FREITAS

A visita começou às 8h20 desta terça-feira. Dom Vasconcelos e os padres conheceram o acampamento e ouviram os relatos dos manifestantes sobre os dias que passam vivendo no Parque.
O grupo de manifestantes pediu atenção da Igreja na mediação das conversas com a Prefeitura, alegando que o poder Municipal não aceita outras alternativas ao viaduto que pretende construir no cruzamento das Avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior.
Acompanhando a visita, estiveram presentes o procurador da República Oscar Costa Filho, o vereador João Alfredo (PSOL) e a ex-vereadora Rosa da Fonseca. Dentre o grupo de manifestantes que se apresentou e contou suas experiências, estudantes, professores, arquitetos e um ex-policial.
Procurador pede diálogo
Ao tomar a palavra, o procurador Oscar Costa Filho pediu ao bispo e aos padres que a Igreja seja mediadora na questão. "Gostaríamos que a Igreja mediasse esse diálogo. Eles (Prefeitura) não têm licença (para executar a obra no Parque). A legalidade está do nosso lado, é isso que queremos deixar claro", destacou.

 http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=365002