De acordo com o último monitoramento realizado pela Semace, os oito pontos deixam a desejar em pelo menos um parâmetro que condiciona a qualidade da água
Os descasos ambientais afetaram um dos rios mais conhecidos do Ceará: o Cocó. De acordo com o último monitoramento realizado pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace),
os oito pontos deixam a desejar em pelo menos um parâmetro que
condiciona a qualidade da água. Ou seja, os pontos monitorados estão
poluídos.
Segundo a gestora ambiental da Semace, Janelane Coelho da Rocha, ao todo, são 19 parâmetros biológicos, físico e químicos que apontam a qualidade da água,
baseados na Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente
(Conama). Além disso, ela explicou que dos oito pontos monitorados, sete
estão em Fortaleza e apenas um em Pacatuba, que é a nascente do rio.
De
acordo com o estudo, o ponto com menos poluição é o de Pacatuba, com
três aspectos em desacordo. Além disso, o mais poluído é o ponto no
Bairro Jangurussu, próximo ao Lixão, na Avenida Paulino Rocha.
Janelane acredita que os locais são mais poluídos por falta de saneamento básico,
tendo existência de esgoto clandestino. Ela ainda afirma que durante o
período chuvoso, no primeiro semestre, há uma pequena melhora no índice
de poluição de água. Porém, com a escassez de chuvas no ano de 2013,
houve uma “elevada deterioração” da água.
Por
fim, a gestora ambiental esclarece que o estado de poluição constatado
pelo monitoramento é diferente do estado de contaminação. “A
contaminação causa malefícios à saúde humana”, disse.
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